Confraternização do XXI Trote Social

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Realizou-se hoje, dia 26 de maio, a Confraternização do XXI Trote Social. Durante todo o dia, esteve presente um grande número de ingressantes e veteranos, que participaram de diversas atividades, como futsal, vôlei, truco, basquete, peteca e, claro, a famosa gincana. A comissão organizadora se diz está muito satisfeita com os resultados e agradece a presença de todos.

Sobre

Tradição, dentre as atividades do Trote Social, a confraternização promove a interação entre calouros e veteranos e concede um momento de distração e diversão. As atividades do XXI Trote Social aconteceu durante toda essa semana e se encerrará no dia 18/06 com a visita técnica.

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ARTIGO: Resposta à Demanda em um Mundo de Redes Inteligentes

Por Alexandre S.Soares, especialista da Silver Spring Networks

A rede inteligente, ou smart grid, possibilita a adoção de múltiplos fornecedores ao Programa de Resposta à Demanda (RD) oferecendo assim uma maior variedade de opções para as distribuidoras e seus clientes – além de proporcionar até 40% mais benefícios que os programas tradicionais de RD. Por exemplo: a iniciativa Smart Hours da Oklahoma Gas & Electric economizou uma média de US$ 191 para cada um de seus 44.000 participantes do programa e possibilitou mais de 67MW de capacidade potencial de pico de carga do sistema durante 2012.

Historicamente, as distribuidoras implantam soluções de RD de um único fornecedor, com uma comunicação unidirecional, que não oferecem nenhuma visibilidade dos padrões de participação e tornam difícil a previsão de diferentes situações. Nestes sistemas, as operadoras também não conseguem ver se o interruptor de controle de carga está funcionando, levando a uma redução de carga abaixo da esperada, bem como despacho de equipes de campo e acessos físicos aos locais, desnecessariamente. Em contrapartida, uma rede inteligente oferece uma comunicação bidirecional altamente confiável e segura, eliminando a necessidade de uma infraestrutura de comunicação de RD separada. Isto oferece para as distribuidoras uma forma mais rentável de expandir programas de controle de carga para todos os seus clientes sem o impacto de aprovações regulamentares sobre iniciativas existentes. E ainda mais importante, a comunicação bidirecional possibilita um paradigma totalmente novo de RD.

A comunicação bidirecional abre um novo caminho para o engajamento de clientes, incluindo o uso de telefones celulares e da internet. Por exemplo, o programa RD Smart Hours da OG&E pode ser integrado a websites personalizados, proporcionando informações sobre a utilização de energia em tempo real e sobre o custo.

A comunicação bidirecional também possibilita novos programas de preço e planos de tarifas, bem como novas opções dentro de um programa de controle de carga que permite aos clientes escolherem interferir num evento de controle de carga simplesmente pressionando um botão em seus termostatos. Além do mais, as operadoras recebem respostas granuladas para cada evento de controle de carga, simplificando assim a verificação de redução de carga e previsões de redução de cargas futuras. As distribuidoras também têm ganhos na visibilidade da operação e na disponibilidade do dispositivo, simplificando a manutenção, aumentando confiabilidade e reduzindo custos.

Uma rede inteligente baseada em padrões oferece às distribuidoras liberdade de escolha, liberando-as para compor e combinar dispositivos de controle de carga, software e outros componentes de diferentes fornecedores. As distribuidoras podem escolher os melhores termostatos, interruptores de controle de carga, carregadores de veículos elétricos e de outros dispositivos, podendo facilmente trocá-los conforme suas necessidades.

Escolhendo o Melhor Parceiro
Obter o melhor proveito de sistema de resposta à demanda com plataforma de rede inteligente requer repensar os processos existentes e uma abordagem diferente nos relacionamentos com fornecedores. Um desafio importante é assegurar que todos os componentes da rede inteligente e do sistema de Resposta à Demanda trabalhem juntos de ponta-a-ponta.

Dependendo das exigências para integração dos sistemas, as distribuidoras poderão ter que aumentar seu quadro de funcionários ou aumentar o número de consultores para testes ou validações e integrar-se aos sistemas de gerenciamento de RD existentes e software de back office. Módulos de soluções simplificam o processo de integração e reduzem potenciais problemas.

Contudo, as distribuidoras podem minimizar problemas de integração e maximizar seu retorno sobre o investimento selecionando um fornecedor para ser o responsável por sua solução de RD.

Ao selecionar um fornecedor de smart grid para solução em Resposta à Demanda, identifique:

• A capacidade de assumir a responsabilidade pela integração, instalação e design do programa de RD de ponta-a-ponta. Para que a integração seja bem sucedida é necessário que este fornecedor líder tenha um conhecimento detalhado da arquitetura de RD integral, incluindo sistemas de retaguarda, ou back-office, plataformas e redes inteligentes, medidores inteligentes e terminais de redes domésticas (HAN Home Area Networks)

• Uma plataforma de envolvimento com o cliente, desenvolvida para manter uma forte participação, especialmente em programas de resposta de preços. Esta plataforma deve suportar qualquer terminal, qualquer tipo de medidor e qualquer tipo de cliente.

• Apoio para acordos de serviço de ponta-a-ponta e garantias de desempenho. As distribuidoras podem ter dificuldade em negociar acordos de serviços para cada componente da solução RD e acabarem não obtendo o desempenho de que necessitam.

• Opções dentro de uma solução integrada. A distribuidora deve estar livre para escolher entre uma seleção de medidores, terminais de clientes, software de back-end incluindo sistemas desenvolvidos internamente, e outros componentes da solução de RD.

• Experiência comprovada com implantações bem sucedidas de RD baseadas em rede inteligente

RD baseada em redes inteligentes já está disponível hoje e já está ajudando inúmeras distribuidoras a expandirem seus programas de controle de carga, implementarem novos programas de tarifas e estratégias avançadas de redução de carga, e obterem outros benefícios para suas empresas e seus clientes. Assim, como foi comprovado através do mais alto nível de satisfação já alcançado com os clientes da O&E, as distribuidoras podem alavancar as tecnologias de redes inteligentes para obter benefícios se repensarem os processos e relacionamentos existentes com seus fornecedores.

Fonte: Jornal da Energia 

 

XXI Trote Social

XXI Trote Social

XXI Trote Social

A primeira impressão é a que fica. Com esse intuito, o PET- Eng. Elétrica, a Faculdade de Engenharia Elétrica  e demais entidades acadêmicas (DA FEELT, CONSELT, PET – Eng. Biomédica) realizam, a partir de amanhã, dia 20 de maio, o XXI Trote Social. 

O Trote Social é o primeiro contato que o calouro estabelece com o seu curso e, por isso, já no primeiro dia é proporcionado a esse o contato com os membros das entidades acadêmicas e com veteranos que compartilham com eles sobre o que é uma vida universitária. Durante o trote, acontece diversas outras atividades que visam despertar ao ingressante o seu envolvimento acadêmico e o seu interesse em participar de projetos sociais.

Você pode consultar o cronograma completo do XXI Trote e outras informações pelo site do trote.

Não deixe de nos seguir também pelo facebook, na página do trote.

Rolls-Royce testa motor turbo para carro supersônico

A fabricante britânica de motores Rolls-Royce divulgou imagens de testes de seu motor turbo EJ200, que fará parte de um projeto para a construção de um supercarro capaz de ultrapassar a velocidade do som.

O projeto Bloodhound prevê a construção de um carro que atinja a velocidade de 1.600 quilômetros por hora. A velocidade do som no ar é de cerca de 1.225 quilômetros por hora.

A Rolls-Royce anunciou que dará assistência financeira e apoio técnico para o desenvolvimento do motor.

O EJ200 já é usado para equipar os caças Eurofighter Typhoon, usado pelas Forças Aéreas britânica, alemã, italiana e espanhola.

O motor turbo será usado para acelerar o carro até cerca de 560 quilômetros por hora, quando um foguete será ativado para fazer o carro atingir a velocidade supersônica.

A equipe responsável pelo projeto pretende fazer um teste na África do Sul no ano que vem, para tentar quebrar o atual recorde de velocidade para um carro, de 1.228 quilômetros por hora, antes de atingir a meta final de velocidade.

O teste registrado em vídeo foi feito em um galpão de testes da Rolls-Royce em Bristol, no sudoeste da Grã-Bretanha.

As imagens são cortesia da Bloodound SSC e de Stefan Marjoram.

Fonte: BBC Brasil

Boletim de Informações Gerenciais 1º trim. 2013 / ANEEL

A ANEEL publicou nesta sexta-feira (10/05) o Boletim de Informações Gerenciais relativo ao primeiro trimestre de 2013. O Boletim é uma coletânea de dados relevantes sobre o setor elétrico no país e conta com números atualizados nos campos de geração, transmissão, comercialização, mercado de energia, tarifas, fiscalização e canais de interação entre a ANEEL e a sociedade.

O boletim pode ser consultado pelo link abaixo:

http://www.aneel.gov.br/arquivos/PDF/Z_IG_Mar_2013.pdf

O maravilhoso espetáculo dos raios

Poucos fenômenos da natureza despertam tanto nossa atenção como os raios, ou relâmpagos. Apesar de muitas vezes nos amedrontarem, há uma beleza intrínseca no brilho, na grande extensão espacial, suas ramificações no céu e até mesmo no barulho que causam, denominado trovão. No entanto, as causas e os mecanismos de origem dos raios não são muito conhecidos, e poucas pessoas sabem que são essenciais para o nosso planeta, estando associados até mesmo à evolução da vida no nosso planeta.

Para-raios

Para-raios

Em essência, os raios são descargas elétricas originadas pelo acúmulo de cargas opostas entre duas regiões da atmosfera. O fluxo de carga pode ocorrer de uma nuvem para outra, de uma nuvem para a superfície da Terra, ou de uma estrutura metálica alta para a nuvem, sendo este caso bem menos frequente (cerca de um em cada 100 raios sobem). O mecanismo de origem dos raios é complexo e ainda motivo de estudos. Basicamente, ao se formar uma nuvem de tempestade (aquelas escuras), devido aos processos de evaporação da água, há ciclos de transformação de água líquida em cristais de gelo e em granizos, isso em grandes alturas. Nesses ciclos, por colisão, os granizos ficam com cargas negativas e por serem mais pesados concentram-se na base da nuvem; os cristais de gelo ficam carregados positivamente e se espalham pela nuvem. Com isso há o surgimento de um campo elétrico dentro da nuvem que ao atingir um valor crítico (capaz de romper a rigidez dielétrica ou isolação elétrica do ar) possibilitará a descarga elétrica nuvem-nuvem; esses são os raios mais frequentes. Há também a formação de um campo elétrico entre a nuvem e a superfície da Terra, que ao romper a isolação do ar também origina um raio descendente, chamado precursor, mas esse nós não vemos. Esse mesmo campo elétrico induz cargas de sinal oposto na superfície terrestre, que podem iniciar um movimento de subida de cargas; é o raio ascendente, que também não vemos. Esses dois raios precursores, cujos caminhos são ramificados, podem se encontrar e assim fechar um caminho nuvem-terra (como se um finíssimo fio condutor fosse ligado entre nuvem e terra), pelo qual se inicia uma descarga de altíssima intensidade, torna o ar um plasma muito aquecido favorecendo ainda mais a passagem das cargas. Esse é o raio que vemos. O aquecimento súbito do ar provocado por esse raio intenso e a consequente expansão do ar dá origem ao trovão. Podem ocorrer outras descargas pelo mesmo caminho precursor. Assim, o raio pode ser visto como regulador de um equilíbrio elétrico necessário entre céu e terra.

Os raios não são manifestações de alguma falha, ou mesmo de descuido nosso para com o planeta. Sempre existiram e desempenharam papel fundamental no processo de formação da vida no nosso planeta; na verdade até hoje desempenham. Uma boa parte do ozônio de nossa atmosfera origina-se em descargas atmosféricas. Raios ocorrem também em outros planetas, principalmente nos gigantes gasosos Júpiter e Saturno. Somente uma estatística mais aprimorada, que já está em curso, pode revelar se está havendo algum desequilíbrio na quantidade de raios, e as conseqüências disso para o nosso planeta.

Tipicamente, a tensão elétrica, isto é, a força em volts, necessária para um raio ocorrer é da ordem de um milhão de vezes aquela que utilizamos em nossas casas (tipicamente 110 volts). A corrente elétrica, que é o fluxo de carga presente num raio, é cerca de 2000 vezes a que circula numa residência (tipicamente 50 ampères com chuveiro ligado). A temperatura do ar ao redor de um raio pode alcançar 25 mil graus. No entanto, apenas uma fração da energia do raio está na corrente elétrica, sendo a maior percentagem contida na forma de calor, radiação eletromagnética (luz e ondas de rádio), e como o processo todo, desde a formação dos precursores até a descarga final, dura cerca de um segundo, resulta numa energia elétrica da ordem de apenas 300 KWh, equivalente ao consumo de uma lâmpada de 100 W acesa durante 4 meses. Então, apesar dos valores de tensão e corrente serem altos, dada a curta duração dos raios, teríamos que armazenar a energia de muitos raios para que essa fonte de energia fosse proveitosa. Além do mais, é praticamente impossível prever exatamente onde um raio irá cair!

A queda de raios causa diversas mortes anualmente. No Brasil, nos últimos dez anos pelo menos 1320 pessoas morreram vítimas dos mesmos. Os prejuízos materiais chegam a um bilhão de reais ao ano, normalmente relacionados à queima de aparelhos eletrônicos, ou destruição de linhas de transmissão de energia, telefonia ou de dados. Ao cruzarmos uma linha de transmissão de eletricidade, podemos ver um ou mais fios elétricos ligando os topos das torres de sustentação dos cabos; eles são denominados fios terra. Não há corrente sendo transportada nesses fios; eles estão aí para proteger os cabos de transmissão. Um raio terá mais chance de cair nesses fios terra e assim se desviar para o chão através das torres, sem atingir os cabos de transmissão.

O Brasil registra uma incidência muito alta de raios. Não se sabe ao certo a razão disso, mas o Brasil é um país tropical e de extensão territorial enorme. A rica vegetação brasileira causa uma evaporação de grande proporção, facilitando a formação de nuvens. A enorme extensão terra-mar contribui para que haja muita alteração climática, favorecendo o aparecimento de tempestades. Há também correlações entre períodos de grande incidência de raios em certas regiões do Brasil e os fenômenos La Niña e El Niño. Há indicações, ainda em debate, que a cada grau de aumento da temperatura global, pode corresponder a 10 ou 20% de aumento no número médio de raios. Tem havido um aumento na incidência de raios em centros urbanos, que tem sido atribuído ao aumento da poluição e da temperatura média nesses centros.

Outro fator que tem influência na origem dos raios são certas partículas emanadas pelo Sol, pois elas podem ajudar no desencadeamento da corrente que forma os raios precursores (elas ajudam a romper a isolação elétrica do ar). Neste ano de 2012 está ocorrendo o pico de manchas solares, que tem período de 11 anos, e o efeito disso na incidência dos raios está sendo monitorado.

Algumas ações podem ajudar na prevenção dos danos causados por raios. Em grandes edificações, o uso de para-raios é obrigatório. Um para-raio é uma estrutura metálica usualmente em forma de ponta colocada em lugar alto, que visa estabelecer um caminho mais fácil, seguro e controlado, para o raio chegar ao solo. Ao contrário do que se pensa, a ação de um para-raio é bem limitada em alcance, protegendo basicamente uma área de diâmetro igual a sua altura do solo.

Durante tempestades, deve-se evitar lugares planos e abertos, pois ali você será o ponto mais alto do chão e de maior facilidade para a descarga chegar ao solo. Não fique embaixo de construção metálica que não esteja aterrada, como ranchos de teto de zinco erguidos sobre pilares de madeira ou mesmo tijolos; isso é comum em fazendas. Um raio que caia nesse teto verá sua cabeça como o ponto de maior facilidade para se escoar para o chão. Não fique próximo a árvores, pois estas podem facilitar a queda de um raio (são úmidas e infincadas no solo). Não podendo se esconder numa edificação fechada, como uma casa ou mesmo um carro, você também não deve deitar no chão. Uma descarga próxima pode induzir correntes no chão que passarão por todo o seu corpo, podendo matá-lo (é por isso que animais morrem com freqüência vítimas de raios, pois a corrente induzida no solo pode entrar por uma pata e sair por outra, com chance de passar pelo coração). O melhor é colocar os pés juntos, dobrar os joelhos, abaixar a cabeça e fechar os braços ao seu redor (e não cair dessa posição!). Em meio a uma tempestade, jamais fique nadando, seja na praia ou em piscina, andando a cavalo ou de bicicleta, ou jogando futebol. Enfim, evite fazer o papel de para-raio!

Ao contrário do que se ouve, raios podem sim cair no mesmo lugar, e de fato há muitos registros de múltiplos raios em edificações metálicas de grande altura. Vítimas de raios não incorporam nada de especial, além dos tristes malefícios de queimaduras e avarias no sistema nervoso. Isolantes entre o solo e uma pessoa não garantem sua segurança. Há exemplos de pessoas em carrocerias abertas de caminhões que foram atingidas por raios e com consequências fatais. Mesmo isolada do chão, o raio pode atingir uma pessoa e se dirigir para a estrutura mais próxima que lhe dê caminho ao solo. Já, pessoas dentro de estruturas metálicas fechadas, como um veículo, não são afetadas por raios, pois estes não penetram em corpos metálicos fechados, mas se espalham pela superfície do mesmo e se escoam para algum outro corpo externo na proximidade. Durante uma tempestade não é aconselhável tomar banho, usar telefones fixos, ou mesmo ficar perto de equipamentos que tenham conexões externas, como televisores, ou microcomputadores (conectados a redes). Os riscos, embora pequenos nessas situações, existem.

Não é possível prever onde um raio irá cair, mas pode-se mapear regiões onde caem com mais frequência. O Grupo de Eletricidade Atmosférica, ELAT, do INPE, tem implantado nos últimos anos uma rede de monitoramento de raios, que irá certamente melhorar as estatísticas de incidência de raios no Brasil. Também no INPE, nós temos o Centro de Previsão do Tempo e Estudos Climáticos, Cptec, que presta relevante serviço de previsão meteorológica para todo Brasil, particularmente para o setor agrícola; é o centro mais avançado nessa área em toda América Latina. O mapeamento mais detalhado das áreas de maior ocorrência de tempestades contribuirá para melhor entendermos, por exemplo, porque o Brasil é um dos campeões mundiais em incidência de raios.

Fonte: Revista Eletrônica de Ciências 

Instrumentos Eletrônicos

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Datam da década de 1960 e são compostos por sintetizadores. São exemplos a guitarra, o teclado, o contra-baixo, etc. Hoje em dia, quase todo instrumento tem sua versão eletrônica.

Há aproximadamente 40 anos foi criado o que veio a ser chamado sintetizador, que nada mais é do que um aparelho capaz de criar uma infinidade de timbres sonoros. Quando o instrumentista aperta uma das teclas do sintetizador, este acaba produzindo eletronicamente a freqüência correspondente, junto com um grande número de harmônicos. Em seguida estes harmônicos são amplificados e ajustados a fim de dar uma maior ou menor intensidade nesta freqüência específica. A somatória de todas as frequências de saída denominam-se “som sintetizado”.

Com a finalidade de criar um som, o músico faz ajustes nas intensidades das frequências envolvidas, a fim de conseguir um timbre que o satisfaça. Porém, antes de 1985, não era possível conseguir sons contendo timbres naturais, como o violino ou o trompete, devido ao fato destes instrumentos produzirem um número muito grande de harmônicos em seus sons.

Com a invenção do sampler (“amostrador”), criou-se o caminho inverso, ou seja, este dispositivo era capaz de captar os sons produzidos por algum instrumento musical e armazená-los em sua memória. Com os consequentes avanços no campo da eletrônica, hoje em dia já se produzem cd’s totalmente compostos por sons sintetizados, imitando guitarra, flauta, baixo, etc. Existem modernos teclados

Um sintetizador consegue reproduzir sons em diversos timbres, simulando outros instrumentos.

Um sintetizador consegue reproduzir sons em diversos timbres, simulando outros instrumentos.

eletrônicos que produzem os sons de diversos instrumentos, uma verdadeira orquestra em um único aparelho.

Por fim, acompanhando os avanços dos instrumentos eletrônicos, surgiu uma linguagem de transmissão de dados digital especialmente destinada à música, denominada MIDI (do inglês:musical instrument digital interface), que interliga qualquer instrumento musical a um sintetizador por meio de um cabo conector. Deste modo, caso se registre no sampler do sintetizador o som de uma tuba, pode-se conectar outro instrumento musical, por exemplo um banjo, e, ao tocá-lo, sairá o timbre musical da tuba.

Fonte: Revista Eletrônica de Ciências